Rosário: a cidade perrengue

Rosário é uma cidade que não nos encantou logo de inicio. Chegamos nela por volta de 21h e como ja estava tarde, não pudemos ir direto para o camping. Tivemos que procurar um hostel para passar a noite. Procurando um lugar para ficar, dirigimos por ruas que não nos passavam segurança. Além de estarmos em lugares pouco iluminados, os motoristas de Rosário dirigem loucamente, atravessando cruzamentos como se não houvesse amanhã. Tivemos que ter muito cuidado.

Eu havia selecionado alguns hostels para o caso de não conseguirmos o camping, então fomos direto para eles. Os dois primeiros estavam lotados, mas tentamos um terceiro e ficamos no Hostel Point. Logo de cara não gostamos muito do lugar, mas ja estava tarde e não tínhamos muito o que fazer, então resolvemos ficar. Afinal, era só por uma noite mesmo.

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Na manhã seguinte fomos para o Camping Municipal, recomendado pelo Lonely Planet. Chegando lá, adivinhe só: o camping na verdade não era um camping, mas sim um tipo de clube para passar o dia. O rapaz do clube nos indicou um lugar para acampar, do outro lado da cidade. Lá fomos nós. Chegando no tal lugar, vimos que de fato era um camping, mas era permitido apenas para sócios. Bueno, o que faríamos agora? Teríamos que ir para um hostel.

Uma tarefa que pensamos que se resolveria rapidamente acabou nos tomando o dia todo. Passamos várias horas procurando um lugar para ficar, em vão: estavam todos lotados. No último lugar que resolvemos entrar, encontramos vagas. O hostel era ainda pior do que o primeiro que ficamos, mas era isso ou nada. E ainda poderíamos ficar apenas uma noite, porque no dia seguinte ja tinham reservas para o nosso quarto.

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Além de toda a chateação com a hospedagem, tivemos problemas com nossos cartões. Por algum motivo misterioso, não conseguíamos pagar com cartão e nem sacar dinheiro. Ficamos bastante preocupados. Sempre que encontrávamos um banco tentávamos sacar. As vezes dava certo e as vezes não.

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Para deixar toda a situação ainda mais agradável, essa é uma cabeça de galinha que encontramos boiando na praia :)

Todos esses problemas foram se acumulando e fez com que não aproveitássemos a viagem como gostaríamos. Não estávamos curtindo a cidade. Mesmo assim tentamos procurar o lado bom. Visitamos alguns lugares bonitos, fomos à praia e vimos um show de tango. A cidade em si não é ruim. Tem um certo charme que nos fez lembrar Buenos Aires. E as pessoas são muito amáveis e atenciosas. A todos que pedimos alguma informação, nos ajudaram prontamente e com a maior boa vontade.

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Depois de tudo o que aconteceu decidimos ir para um hotel, mesmo que isso significasse pagar um pouco mais caro. Não queríamos mais ter dor de cabeça, queríamos aproveitar o resto da viagem que já estava no fim. Nos últimos dois dias em Rosário, fomos ao evento do Pakua, motivo pelo qual fizemos essa viagem. O evento aconteceu no Clube Náutico, e lá passamos o final de semana. Nos divertimos, almoçamos em um restaurante bacana e fomos à praia.

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No fim, tudo deu certo. Tudo é experiência e história para contar. Viajar as vezes nos coloca em cada perrengue, mas depois que a situação é resolvida damos risada e aprendemos com isso também.

Ah, é claro. Pra fechar com chave de ouro as furadas que nos metemos em Rosário, saindo da cidade fomos parados por dois policiais, que conseguiram nos arrancar 150,00 reais de propina! Mas isso é história pra outro post. Até lá!

26 anos, aquariana, instrutora de yoga e reikiana. Nasci em Curitiba, mas sou do mundo. Amo os animais, cristais e natureza. Gosto de pintar mandalas e criar artes com papéis. Sou super otimista e acredito que a felicidade é para todos!

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2 Comments

  1. Aff esses policiais são iguais os daqui do Brasil!

    Nossa fiquei morrendo de aflição com essa cabeça de galinha! Tadinha..

    Ainda bem que no final deu tudo certo…(se pensar pelo lado positivo!rs)

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