Montevideo 1º dia: o início da nossa primeira viagem internacional

Era uma quarta-feira e nosso vôo era lá pelas 14h e foi a maior correria pra acertar os últimos detalhes da viagem. Meu pai nos levou no aeroporto e lá esperamos ansiosos nosso avião chegar. O David estava preocupado porque tinha que enviar um e-mail para o cliente e o wifi do aeroporto não funcionava, e eu preocupada porque não tive tempo de pintar minhas unhas.

Enfim entramos no avião e a viagem foi consideravelmente rápida. Desembarcamos no aeroporto de Carrasco por volta de 17h. Após passar por toda a parte chata de ficar na fila, apresentar documentos etc, fomos subitamente jogados para o Duty Free. Lá foi onde nossos olhinhos brilharam por todas as coisas legais e baratas e que nunca tínhamos visto antes. Eu parecia uma criança de 10 anos, olhando para todos os lados tentando não perder nenhum detalhe. Mas controlamos nosso bolso e resolvamos fazer as compras do duty free na volta pra casa.

Então pegamos nossas mochilas e fomos no cambio trocar algum dinheiro. Esse foi nosso primeiro contato em portunhol. Foi o David quem falou com eles, porque eu não entendia absolutamente nada. Depois ele me obrigou a pedir informação para o segurança e eu confesso que fiquei bem desesperada! Eu não sabia direito como perguntar e não entendi nem uma palavra do que o cara me falou. Resultado: O David teve que ir lá perguntar pra ele de novo.

Aí fomos pegar o ônibus para o centro de Montevideo. Estava escuro, estávamos perdidos, o motorista foi grosseiro com a gente e todo o nosso dinheiro caiu no chão no ônibus, com uma fila atrás de nós esperando pra entrar, imagina a cena. O motorista nos olhou feio e ainda achamos que ele tinha nos roubado, dando o troco errado. Depois descobrimos que não. No ônibus pedimos mais informação pra duas meninas. O David ficou conversando com elas enquanto eu continuava a não entender nada. Segundo ele, elas falaram pra descer no Três Cruces.

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Conseguimos chegar lá e então pegamos um taxi para o Hostel Palermo. Chegando lá, quem nos recebeu calorosamente foi um cara de cabelo comprido, no maior estilo hippie. Ai ele pediu nossos documentos para fazer nosso cadastro.

Abri minha bolsa pra pegar minha id, e cadê? Procurei em tudo quanto é lugar, em todos os compartimentos inúteis da minha mochila, e aquele frio na barriga surgindo, aquelas lágrimas já aparecendo nos meus olhos e um único pensamento: eu estraguei tudo. Eu tinha perdido minha identidade em menos de 4 horas fora do país!

Já consolados estávamos nos preparando para ir ao consulado no dia seguinte. A noite mal começou e já tinha acabado, estava aquele clima péssimo. Quando de repente o cara da recepção veio bater na nossa porta. Ele gritava feliz, fazendo gestos e balançando um telefone na mão, e eu não entendi nada. Aí o David traduziu: era o pessoal do cambio, que ligou dizendo que eu tinha esquecido minha identidade lá.

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Nunca senti um alívio tão grande. Íamos no dia seguinte buscar minha id e tudo estava resolvido. Então arrumamos nossas coisas no quarto e saímos pra dar uma volta pelo bairro e procurar um lugar pra comer, afinal estávamos famintos. Achamos um barzinho bem perto do hostel, onde tinha pessoas enlouquecidas gritando enquanto assistiam um jogo de futebol. Ficamos por ali mesmo e comemos chivitos e experimentamos a famosa cerveja Patrícia.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
Cartão telefônico: $25,00
Ônibus: $62,00
Taxi: $80,00
Jantar: $510,00
Água: $17,00
Total: $694,00

26 anos, aquariana, instrutora de yoga e reikiana. Nasci em Curitiba, mas sou do mundo. Amo os animais, cristais e natureza. Gosto de pintar mandalas e criar artes com papéis. Sou super otimista e acredito que a felicidade é para todos!

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